domingo, 29 de março de 2015

Em modo pastel!



Esta semana foi para esquecer!!

Não sei se foi por ter passado os últimos 5 meses a 1000 km/h e por raramente ter dormido mais que 5/6 horas numa noite ou se foi por ter deixado de fumar  - faz amanhá 1 semana, viva eu! - e ter perdido o estimulante da nicotina ou do alcatrão ou do que seja, mas por alguma razão esta semana caiu-me tudo em cima e andei em modo zombie, semi-comatoso ou pastel mesmo.

Só me apetecia dormir . Por isso, quando não estava a ser mãe, a trabalhar e a ser dona de casa q.b. - e para mim, basta-me muito pouco  - estava jogada no sofá ou na cama, em vez de estar a fazer as habituais milhentas coisas que me ponho a fazer, entre as quais escrevinhar por aqui uma coisas que sinto.

Cheguei mesmo a dormir durante a sesta da CLSM, coisa que não acontecia desde que ela era muito pequenina. E não recomendo. Passo o tempo todo a sonhar que ela acordou e eu não ouvi e ela está jogada sozinha na cama, acordo imensas vezes em sobressalto e, claro, quando começo a dormir mais descansada é quando ela acorda. Fico tonta que nem um piolho...

Além do que estas sestas à tarde e soninhos à noite no sofá deram-me cabo das costas. Estou feita num 8. Num pastel em forma de 8, aliás.

Mas isso acaba hoje, em que volto ao meu normal, nem que seja à força de muitas colas zero. Já vos disse que que também tenho de deixar de beber cola zero?

Por isso, aos meus 3.000 seguidores, 70.0000 fieis e assíduos leitores e 5.0000.0000.0000 seguidores no facebook - não sei bem o número que escrevi, mas tinha de ter mais que o Ronaldo. Espero que chegue - cá vão as minhas desculpas pela com certeza mais que sentida ausência.

Eu sei que já estavam a puxar cabelos, subir paredes e a esgotar o vosso stock caseiro de Xanax, mas não se preocupem porque 

Eu estou de volta!!!

Vou só encostar-me aqui um bocadinho e descansar os olhos e já digo alguma coisa...





Beijo da Patinha *

quarta-feira, 25 de março de 2015

MILF




Quando a CLSM nasceu, um amigo que adoro mandou-me uma mensagem a dar os parabéns e dizia-me, com graça, que eu era finalmente uma MILF.

Antes de mais, MILF são as iniciais de mother I'd like to fuck. (Ainda pensei escrever f***k, mas acho tão estúpido, que vai fuck mesmo). Uma palavra usada pela primeira vez no American Pie, salvo erro, que pegou moda lá para o lado dos States e um bocadinho por todo o mundo. No fundo é uma mãe toda boazona. É isso.

E então, serei eu uma MILF?

Vejamos:

Ia eu hoje pela rua, num ó pra mim toda lampeira (expressão introduzida pelo Herman José, para além de tantas outras, como descobri neste artigo super curioso) e entretidíssima a comer um bolo.

Sim, se não posso fumar, como.

Um pouco mais à frente vejo um homem à porta de um bar.

Num só rápido olhar de soslaio percebo que, apesar da hora matutina, ele já está, digamos, menos sóbrio. E com aquele poder de todas as mulheres, muito à Robocop - mas sem capacete -, identifico o sujeito, avalio a situação e os perigos e antevejo o resultado.

E lá continuo eu a andar. Vou formosa e não segura.

Estou mais que pronta para o "não sabia que as rosas andavam", "caíste do céu? é que pareces um anjo" ou qualquer outra pérola de grau literário e criativo desse género.

Eu aproximo-me, ele olha-me de cima abaixo com intensidade e quando estou a passar, diz:

   - O que estás a comer? Tremoços?

Se eu sou uma MILF? Pois, parece que não...


Beijo da Patinha *

segunda-feira, 23 de março de 2015

Hoje deixo de fumar!



Comecei a fumar aos 16 anos.

Na altura, orgulhava-me - estupidamente, já se sabe - de ter começado a fumar tarde. Os meus amigos tinham começado aos 14  e eu não tinha sido arrastada pela pressão de grupo. Imagine-se o disparate...

E fumava cerca de 1 maço por dia, por vezes (poucas) fumava menos, outras (muitas) fumava mais. As saídas às noites então eram a desgraça. No dia a seguir era como se os meus pulmões fossem feitos de carvão... E a primeira coisa que fazia? Claro, fumava mais um cigarro!

Aos 30 anos parei. Extraí os sisos (sim, este texto está a ficar um bocadinho nojento, à falta de melhor palavra!...) e precisei de parar de fumar para que a cicatrização corresse melhor.

Armei-me de boa vontade e de pensos de nicotina e passados uns dias, quando me apercebi que sobrevivia sem matar o vício, deixei-me levar para ver até onde ia.

 Apercebi-me que a necessidade de fumar constrangia a minha liberdade e a minha autonomia.

Que era absolutamente fétido o hálito de um fumador.

Que a fortuna que gastava em tabaco era muito melhor empregue em sapatos e malas.

Deixei de fumar.

E virei a Gestapo do tabaco. Tudo que tivesse a ver com tabaco incomodava-me e não poupava críticas a ninguém. Pobre de minha mãe, fumadora inveterada, que tanto ouviu....

E sim, mesmo que o cheiro do tabaco incomode imenso quem não fume, que incomoda, obviamente que o meu fundamentalismo foi uma forma de mecanismo de compensação. O mesmo usado por virgens de 50 anos que criticam as mulheres oferecidas.

Fui entretanto aligeirando e cheguei a um equilíbrio que acho perfeito. Fumava nas férias, nas saídas à noite, em cafés com os amigos ou se fosse tomar um copo com alguém. E assim fiquei por 3 anos. Fumar por prazer - sim, porque eu gosto de fumar - mas sem os inconvenientes do vício. Maravilhoso!

Entretanto engravidei e amamentei a CLSM durante 8 meses.

E foi aí o ponto sem retorno. O não poder fumar. Mesmo.

Quando deixei de amamentar achei que conseguiria voltar ao mesmo ponto de equilíbrio, mas de 1 cigarro por dia, passei para 5, para 10 até a este ponto em que voltei a fumar 1 maço diariamente. Sim, 1 maço! São 3 kg de nicotina e alcatrão (não faço ideia se será isso, mas pareceu-me bem) e 150€ por mês. Uma loucura!

Não pode ser.

Há uns dias a CLSM estava a brincar felicíssima com os seus bonecos da Playmobil, que mergulhavam na piscina e apanhavam Sol. Depois ela pegou neles, um por um, e colocou-os na cadeira sentados.

      - O que é que eles estão a fazer, amor?

       - (A fumar) um quigarro.

Aí sabemos que temos de deixar de fumar.

Há que cortar o mal pela raiz. 

Hoje deixo de fumar.

E ponho por escrito para não haver volta a dar.

Hoje deixo de fumar.

Já me apeteceu 3 vezes parar de escrever o texto, para fumar aquele cigarro que ajuda a pensar.

Hoje deixo de fumar.

Desejem-me sorte. E força de vontade.


Beijo da Patinha *




domingo, 22 de março de 2015

A primeira vez!

Hoje tive mais uma prova contudente que sou uma mãe tão galinha, mas tão galinha, que nem sou patinha. Sou o galinheiro todo mesmo.

Eu precisava de ir à parafarmácia e, como por este lados ainda não parou de chover, fiz aquilo que odeio e fomos, eu e a CLSM, ao Centro Comercial ao fim-de-semana. Sim, é a loucura!

Logo que chegámos, ela viu um helicóptero daqueles de pôr moeda e correu para lá. Sentou-se, pediu para eu me sentar lá também e depois de lhe ter explicado que o rabo da mamã não cabia lá - hoje em dia mal cabe num helicóptero de verdade, poderia ter acrescentado - brincou um bocadinho a seco, que é como quem diz, sem moeda, e fomos embora.

Ao pé da parafarmácia tem um pequeno comboio também de brincar, que pagando o dízimo devido, dá umas voltas nos carris. Sim, estas pessoas dos centros comerciais odeiam todos os pais, está visto.

Esse comboio ela já tinha visto andar e já tinha demonstrado que queria e que estava pronta para andar. Eu é que não.

Mas hoje pensei que era o dia.

Inspirei fundo três vezes, sentei-a no dito comboio, pousei a mala no chão (já imaginava todo um cenário de terror, de lágrimas de pânico e eu descabelada a correr atrás dela. Sem mala.) e com toda a calma dei-lhe um beijinho, sorri-lhe e coloquei  moeda.

E quando o comboio começou a andar, fui ao lado dela, mas depois ele acelerou a cadência. Parecia-me que ia a 200 km/h. Juro. Sim, provavelmente ia a 10 mts/h....

Mas naquele momento em que percebi que não ia conseguir acompanhar o comboio, a não ser que corresse - o que seria lindo de se ver - aceitei que tinha de a deixar ir.

E por uns nanossegundos foi tão difícil. Tal como quando ela começou a andar e foi. Simplesmente foi.

Acho que é nestes pequenos pequenos momentos que a independência da minha outrora bebé atinge-me como um murro em cheio no nariz.

Custa. Mas enche-me de orgulho.

Vê-la ali sorridente, tranquila a dar voltinhas e a brincar com o volante da sua carruagem.

De vez em quando procurava os meus olhos para a sua dose de segurança e eu sorria-lhe. Ela retribuía.

Tão calma. Tão feliz. Tão crescida.

O comboio parou e a primeira coisa que ela diz, obviamente, é "mai".

E foi mais uma volta.

Depois expliquei-lhe que cada menino só pode andar duas vezes no comboio. É uma lei universal.

E viemos embora. Ela só falava no comboio. Eu dava-me uma palmadinha mental nas costas por não ter deixado os meus medos impedir as experiências que ela tem de ter. E ríamos.

Tão (in)significante. Tão bom.


Beijo da Patinha *


Queria imenso pôr uma foto da CLSM no combio, mas estão de tal forma tremidas que mal se vê o que quer que seja. De este dia em diante, o tremor da foto será, para sempre, atribuído ao movimento estonteante do comboio e não às minha mãos que por alguma razão não paravam de tremer,




sábado, 21 de março de 2015

Coisa linda de sua mãe #4: cheeky!!

1.

- Avó, avó!

Nada.

- Avó, avó!

Nada.

Olha para mim, espantada.

- Tá xuda?



2.

    -  Amor, quem é que deixou este lápis aqui?

    - Aoguém!

 

Beijo da Patinha *

sexta-feira, 20 de março de 2015

Os presentes do dia do Pai são ridículos!


Sim, são! 

São ridículos, pindéricos, bimbos, pires, fatela (acho que, na verdade, ninguém diz isto!) e o que mais lhes quiserem chamar. 

São isso tudo. E eu adoro-os!



Lembro-me de na escola fazer umas coisas pavorosas para assinalar a data e lá vinha eu toda presunçosa com um cinzeiro hediondo - na altura ainda não era politicamente incorreto oferecer cinzeiros - ou com um pisa-papéis que não se aguentava de pé.

Imaginava que o meu pai olharia para aquelas obras de arte e perceberia logo que eram os melhores presentes do mundo. E provavelmente achava.

Já na adolescência ia sempre à mesma lojinha "de novidades" que, curiosamente, tinha as mesmas coisas há 10 anos e passei a comprar as coisas típicas; os chaveiros, os troféus, as medalhas e tudo mais pindérico-medonho. 

E depois cresci. E tive de acabar com isso tudo. Até porque, mesmo que o meu pai me ame muito, duvido que gostasse de receber  o molde em gesso do pé de Cinderela tamanho 40 biqueira larga.

E lá tiveram de começar as coisas aborrecidas, os polos, casacos e camisas - nos tempos em que era rica e nem sabia - e as t-shirts e peúgas no pós-Sócrates.

Felizmente, por também essa razão, nasceu a Maria do Carmo. 

Voltou tudo ao princípio! Agora para o pai dela . Colour me happy!

Como no ano passado ainda estava de licença de maternidade, estava desejosa de pôr a veia criativa a funcionar e ávida por um projeto. Foi a loucura! Desde a t-shirt personalizada ao desenho feito por ela com finger paint (até hoje tenho manchas no tapete) e à chucha personalizada, passando pelas medalhas e afins e, claro, ao pack de sócia do SCP, com direito a cartão com foto, fiz tudo e um par de botas.

Já este ano fui mais comedida. Pronto, comedida à Mãe Patinha.

Voltámos a fazer "um zenho" e apercebi-me que será engraçado fazer um todos os anos. Como que um testemunho rabiscado da sua evolução artística. Sim, estou ciente que não é a ideia mais original de sempre. E pior, se ela sair aos pais, a evolução pára ali nos 6 anos de idade...

Fizemos ainda mais umas coisitas, mas há duas que adorei!

E sim, escrevi este texto todo para basicamente poder mostrá-las. 

A primeira foi um postal que amo de paixão. Foi feito pela Sofia do Amor num Envelope, com quem me cruzei acidentalmente há meia dúzia de meses numa feira de artesanato. E assim descobri uma alma verdadeiramente criativa e, melhor ainda, uma pessoa maravilhosa a quem chamo já de amiga. E eu não uso a palavra de ânimo leve.

 É verdade que o pequeno pormenor de ela me trazer, sempre que nos encontramos, uns miminhos para adoçar a boca pode ter tido alguma influência, mas que mal tem sentir também com o estômago?

A única coisa que lhe disse para o postal foi: bicicleta, Provença (já fomos muito felizes na Provença!), menina e masculino. Quase impossível, certo? Não para a Sofia! Vejam só esta perfeição:



Note-se que a bicicleta é feita em MDF recortado! O máximo! A parte boa é que ela envia para todo o país, desde postais, a caixas e convites. Espreitem mais aqui.

A outra coisa que adorei foi uma caneca que mandei fazer. 

Uaaaauuu! Uma caneca!! Que coisa inaudita. E com fotos da CLSM? Agora sim é o expoente máximo da originalidade. Para não dizer do bom gosto!

Tudo verdade. Mas é dia do Pai! E além disso tem um twist.

Descobri num site inglês umas canecas de uma só cor (perfeitas para a minha vida a preto e branco) que, sendo vertida água quente dentro, revelavam uma foto escondida, voltando depois à cor sólida. Achei maravilhoso!

Não vou referir qual o site, porque estou irritadíssima com eles! Depois de 35 minutos a escolher a foto a cores, a preto e branco, afinal a cores, não, a preto e branco. E que tal sépia? Não, a cores. Ou a preto e branco?, sim depois de tudo isto descubro que não enviam para Portugal! Não lhes vou fazer publicidade. Maldita Moonpig!

E lá fui eu, desanimada e derrotada, até ao fotógrafo da esquina para, novamente, fazer uma daquelas minhas perguntas que têm inevitavelmente como resposta um olhar "mas de que é que esta maluca está a falar?", seguido de um lacónico "não temos.

    - A caneca mágica? Claro que temos!

Fiquei boquiaberta. Pelos vistos até é normal. Pasme-se!

Normal ou não, pindérica ou original, acho o máximo! Ou top, como está agora em voga. Palavrinha bem tonta...

Cá está o processo (como sempre pessimamente fotografado):




Giro, não? 

Mas do que o papá gostou mesmo mesmo foi do abraço e colinho de baboseira de 20 minutos quando chegou a casa. 

Esse é que foi o verdadeiro presente. 

Que coisa boa que também me derreteu!

Para o ano só leva o desenho.

Beijo da Patinha *


P.S. - Eu paguei por tudo. Não há cá publicidade camuflada! Bem, só a mim! :)



quinta-feira, 19 de março de 2015

Do pai: inevitavelmente!


Tenho em casa os melhores pais do mundo.

Tenho.

Do pai da minha filha já falei uma e outra vez e repito vezes sem conta que é maravilhoso.

O amor com que olha para ela, todos os dias, o carinho ao lidar com ela, a pura vontade de estar sempre e a felicidade estampada no rosto quando chega a casa  - direito do trabalho para não perder tempo - são o melhor presente que alguma vez ele lhe dará.

Infelizmente penso que ele não tem bem noção disso. Mas terá!

Quando a CLSM passar a ser menina do papá - que por mais que eu tente esquecer, vai acontecer - e só o papá é que sabe, só quero ir com o papá e o papá é que disse, ele vai perceber bem que as fundações que está a criar agora vão ser a base de uma relação absolutamente especial, de amizade, partilha e cumplicidade.

Mas hoje queria falar um bocadinho do MEU PAI.

Acho que ainda não falei dele por estes lados. E é uma injustiça.

O meu pai não é um pai moderno. Não como o da minha filha.

Não me mudou uma fralda que fosse. Nunca me deu um biberão. Não lavava as roupas com cocó. Não se sentava no chão a brincar comigo. Não me fez tranças nem escolheu a roupa para o dia seguinte.

O meu pai um dia esqueceu-se de mim na escola.

Um dia, quando o meu pai me ia levar ao colégio, disse-lhe que me tinha esquecido de vestir cuecas. Eu usava saia curta às pregas como parte da farda. Ele não voltou para trás, porque achou que não era importante.

O meu pai não queria saber dos meus namoricos.

Estas são as estórias repetidas vezes e vezes sem conta à volta da mesa nos jantares de Natal e Páscoa, num reportório já mais que esgotado.

Mas há depois todas as outras estórias.

O meu pai dava-me bolos de chocolate, quando a minha mãe achava que eu precisava de fazer dieta (e precisava). Era o nosso segredo,

O meu pai queria saber tudo sobre as minhas amizades.

O meu pai saía de casa a que horas fosse, com um sorriso nos lábios, para ir buscar o que quer que fosse que eu precisasse. Ainda o faz.

O meu pai levantava-se uma hora mais cedo para me ir pôr ao Liceu, para a menina não ir de autocarro.

O meu pai ia-me buscar às discotecas a qualquer hora que eu ligasse.

O meu pai olhava para mim, quando me vestia com uma micro-saia, que tinha tanto tecido como um cinto, e com um sorriso cheio de orgulho dizia-me que estava bonita.

O meu pai nunca me fez sentir mulher. Nunca me fez sentir menos ou mais por isso. Fez-me sentir pessoa.

O meu pai ensinou-me a ser educada, simpática e a respeitar toda a gente independentemente de quem seja.

O meu pai recebe em casa os meus amigos gays como meus e seus amigos. Não como gays.

O meu pai brinca com a minha filha no chão.

O meu pai sempre me fez sentir segura, importante, com um contributo a dar. Nunca me tratou como uma menina a quem é explicado que os adultos estão a falar.

O meu pai dá-me um beijo quando chega e um beijo quando sai. Abraça-me muito,

O meu pai sempre me fez sentir respeitada e amada. Também por causa dele nunca aceitei menos que amor e respeito nas minhas relações.

O meu pai faz-me e faz-me todos os dias sentir especial.

O meu pai é o melhor pai do mundo.

Não está aberto a discussão.

Beijo da Patinha *




Além disso, o meu pai, mesmo aos 60 anos, não é nada de se deitar fora... ;)



terça-feira, 17 de março de 2015

O fafá!


Não sei porque carga de água mas, por vezes, a CLSM quando quer chamar o pai, chama-lhe fafá. Fafáaaaaaa!...

E hoje vou-vos contar uma história do fafá. 

Há uns largos meses decidi(mos) sair para almoçar e dar um passeio. A mãe patinha, o pai galinha e a cria koala. 

Levei as coisas habituais: o almoço, as colheres, o babete, os guardanapos, as fraldas, o creme, as toalhitas, o protetor solar, uma manta, os documentos  - não vá a piquena precisar de sair do país nesse preciso momento - a água e a imprescindível Daisy, peluche de profissão e eterno amor do meu amor de hobby..

Exagerada?

Talvez. Mas aquela coisa nórdica de transportar um bebé no sling à frente e uma mochila atrás com tudo para 1 semana é, para mim, mais difícil de perceber do que comprar malas Carolina Herrera na feira de Carcavelos.

Mas, não contente, levei ainda uma roupa suplente. E como o tempo estava incerto, levei um casaco quente, um casaco intermédio e um casaco fresco, um chapéu para proteger do Sol e um chapéu para o frio. 

Antes do almoço, a CLSM estava irritadiça e, como não era comum (felizmente continua a não ser), ficávamos sempre um bocadinho ansiosos, tanto mais que ela, na altura, ainda mal falava. Nesses dias eu achava sempre que eram dentes a nascer e o papá achava sempre que eram os sapatos que estariam a magoar. Tenho a distinta convicção que ele, numa outra vida, foi gueixa.

E então andávamos nas eternas e desesperantes suposições típicas de papás de bebés "não falantes" . Eu a lhe dar nos dentes e ele a lhe dar nos sapatos.

Ele começa a vasculhar a mala - quase de viagem - que eu tinha levado para um restaurante a 30 minutos de casa. Virou e trambolhou  o almoço, as colheres, o babete, os guardanapos, as fraldas, o creme, as toalhitas, o protetor solar, a manta, os documentos, a Daisy, a roupa suplente, o casaco quente, o casaco intermédio e o casaco fresco, o chapéu para proteger do Sol e o chapéu para o frio. 

Desanimado, levanta os olhos e pergunta:

      - Trouxemos (sublinhe-se o plural) uns sapatos suplentes?

Ah, seu.... fafá!

CLSM e o seu mais-que-tudo, nesse dia, depois do almoço. Já sem dores nos dentes...ou nos pés!
A ver era mesmo fome!
Ai, perna gorda linda da mãe!


Beijo da Patinha *






sábado, 14 de março de 2015

A minha filha é um penso absorvente!


Esta fase dos 19 meses é de tal modo deliciosa que ando, com certeza, com a glicemia nos píncaros de tanto mel.

A expressividade e a capacidade de expressão da CLSM aumentam exponencialmente sempre que pisco os olhos duas vezes. Juro! (Sim, também estou a sentir as penas de mãe patinha a esvoaçarem e a baba a escorrer...)

Mas há um lado muito curioso que me tinha escapado até agora: por vezes parece que nos vemos ao espelho. Em versão mini me

Ela absorve tudo, os trejeitos, a forma de reagir às coisa e as frases, entoações e expressões.

Absorve. O bom e o mau.

Os resultados? São estes:


      CLSM - versão sou bem disposta (leia-se gozona) como os meus pais:

         Estamos os 3 num restaurante e entra um motard de 50 anos, maravilhosamente vestido com uma camisola branca de alças ultra justa de onde teima sair uma proeminente barriga, com um lenço com caveiras de acessório na cabeça e sem o dente da frente.

      Espanta, olha em redor para ver se estão todos a ver o mesmo que ela e, claro, solta uma desarmante e sonora gargalhada.


     CLSM - versão beata:

              Numa corrida ainda meia trôpega desequilibra-se, mas mantém a pose.
              Com a mão na cabeça: Ai zezus mê dês.


    CLSM - versão a quem raio é que tu sais?

             Está a brincar entretida (é de aproveitar!) com uma bola e vem outra criança e tira-a.
             Sorri e diz: Obrigada!

(Obrigada, mas como obrigada? É verdade que, com isto, já me apercebi que digo obrigada a toda a gente e por tudo. E está bem, muito bem, que tenhas aprendido por imitação, sem que alguma vez te tenha dito para agradecer o que quer que seja. Mas quando te tiram um brinquedo?!! Caramba! Ai, vamos ter uma conversa antes de ires para a escola. Ai, vamos, vamos! Uma conversa igual à que a tua avó teve comigo. Bem, se calhar não tão igual, porque acabei por tentar tirar os olhos à primeira criança que me disse olá...)


  CLSM - versão afinal saio à minha mãe pelas portas:

          Mãe Patinha a conduzir, um bocadinho atrasada - que no meu mundo será um atraso de 30 minutos - e um bocadinho stressada - que nem sei explicar bem o que isso significa no meu mundo - atrás de um condutor que teima em percorrer o parque de estacionamento a 1Km/hora para ter a certeza que ali não há lugares, quando OBVIAMENTE o piso de baixo não tem nem um carro estacionado. "Eh, pá, sai-me da frente".

           "Ah, paiaço!"


Por isso, cautela! Muita cautela e tento na língua! Little daughter is watching you!


Beijo da Patinha *


     Espelho, espelho meu, haverá foto mais bimba do que eu?!

quinta-feira, 12 de março de 2015

Dúvidas existenciais




Como dizia ainda há uns dias aqui, o Sol já fez umas aparições surpresa para alegrar este fim de Inverno, o que é maravilhoso...

E aos primeiros raios do primeiro dia soalheiro, começaram os desfiles de camisolas de alças, mini-saias, calções, chinelas, sandálias e toda a demais parafernália veraneante. Mas que raio?!

E nem é por eu ainda tremer de frio (tenho frio desde Agosto do ano passado non stop!), embrulhada em mantas, com meias opacas e botas. O que me deixa mesmo estupefacta é pensar:

      - Mas esta gente passa o Inverno com a depilação e pedicure feitas?!!

E é suposto? É que eu claramente não recebi essa circular.

Vou ali depilar as pernas com a rebarbadora e já volto.

Beijo da Patinha *

terça-feira, 10 de março de 2015

Queimámos os soutiens, agora queimemos os saltos!!

A eterna boneca Barbie declarou que ontem (estou sempre atrasada à Coelho Branco) foi o dia nacional sem saltos!

A Sr.ª boneca fez 56 anos e qual a melhor forma de celebrá-los do que com um decreto? Eu também adoro decretar coisas.

Para efeitos de análise e pela graça da coisa, vamos esquecer esse pequeno pormenor da Barbie ser toda ela o estereótipo da beleza inatingível e fisiologicamente impossível - feministas estou convosco! - e o perpetuar de all things plastic. Vá, e um bocado pimba também.

Concentremo-nos então nos saltos ou falta deles.

Desde que me recordo, foram uma paixão, apesar de não ter exemplos em casa. Usei-os a partir dos 15 anos e foram sempre subindo em altura. Nos meus 20, ninguém me via sem ser com um acrescento de pelo menos 15 cm aos meus 172. Aos 30 já fui alternando com alguns rasos, mas permanecia fã incondicional daquelas muitas obras de arte que fui colecionando.

E depois caí dos saltos aos 4 meses de gravidez. E depois fui mãe.

Nunca mais usei saltos. Essa foi a minha revolução. 

Nunca mais tive, de a meio da manhã, tirar os sapatos discretamente por baixo da secretária porque já não sentia os pés de tão gueixa que estava. Nunca mais tive de pensar que não poderia ir a qualquer sitio mais distante, porque "com estes sapatos não consigo". Nunca mais tive de ser malabarista Cardinalli nestas calçadas que nos matam. Nunca mais tive de pôr os pés em água ao chegar a casa a olhar fixamente para a sola, porque jurava que estavam ali labaredas. Nunca mais sofri horrores.

E a liberdade? O poder dar uma corridinha à galinha para apanhar o verde. O poder apressar o passo e ultrapassar 3 ou 4. E dar um pulinho de felicidade! Ai, a liberdade!

E ser mãe de saltos altos altíssimos? Gostava de poder dizer que as admiro. Mas não é verdade. Não as percebo.

Preciso de poder correr com a CLSM, saltar, baixar-me ao nível dela para lhe falar olhos nos olhos, sentar-me em todas as soleiras das portas que encontramos na rua. Preciso novamente de explorar o mundo.Não posso ser mãe só em casa já com as pantufas.

E podem as mães dizerem, que dizem, que conseguem fazer tudo mesmo nas alturas. Mas poupem-me. O equilíbrio, a leveza e a vontade não são os mesmos. Ponto.

E às vezes dou por mim a observar mulheres a tentar manter a classe e equilíbrio em travessias impossíveis e fico a pensar como é que um objeto de arte se transforma num objeto de tortura? E olho novamente e só vejo sinceramente o ridículo. Para quê se equilibrar naquilo?

Mas também quando deixei de fumar não conseguia perceber o ridículo de andar com um pau na mão e a queimar papel na boca. E agora voltei a perceber muito bem. São talvez perspetivas contextualizadas nas circunstâncias e no tempo.

Continuo a ter a minha coleção de saltos religiosamente guardada. Mas acho que agora não passam disso, artefactos religiosos.

Este dia nacional sem saltos foi, claro, patrocinado. A marca associada é a Cubanitas e o prémio do passatempo (sim, pelos vistos havia um passatempo) eram estes...botins/galochas?





Para andar com isto calçado? Preferia andar de saltos altos...

Beijo da Patinha *







domingo, 8 de março de 2015

Hoje chegou a Primavera!


Hoje a CLSM dormiu até às 9h e, louvem-se os Céus, nós também! Um luxo!

O pai depois teve de ir trabalhar, que é como quem diz, nhanar nhinheinhinho pá bébé, e fiquei a engendrar o que as meninas haveriam de fazer para se entreter.

Quando abri as janelas percebi que, finalmente, estava calor. É que já não se aguentava com este Inverno de Winterfell (sim, sou uma Guerra dos Tronos geek!).

Está calor! Vamos fazer o que te prometi há tanto tempo que faríamos quando estivesse menos frio: brincar com ÁGUA!!!  

Ela regou de mangueira, de regador, brincou com um escorrega de água e basicamente chapinhou, molhou-se, molhou-me e  molhou tudo à volta.

Tão feliz. Tão felizes.

E de repente começam a cair dezenas de sementes de sumauma e encheram o céu de branco, como se de neve fofa e quente se tratasse.

Ignorei o bom senso de me preocupar se ela seria alérgica como o pai e corremos a apanhar as sementes e a tocar para sentir aquele macio que tanto me lembra a infância.

E debaixo daquele Sol ainda tímido, todas molhadas e num momento cúmplice, afaguei-lhe os papelotes em desalinho:

     - Meu amor, a Primavera chegou!

Ela com ar muito desconfiado, à procura dessa prima que ainda não conhecia , só olhava de olhos bem abertos e perguntava:

    -É?

     É, meu amor, a tua segunda Primavera!





Beijo da Patinha 


P.S- Entretanto descobri que o que sempre ouvi chamar de sumauma e, achava eu, era planta endémica da região, não é afinal sumauma. Não sei o que é.
Para todos os efeitos vai ficar eternamente sumauma!

sábado, 7 de março de 2015

Vida a preto e branco


Mesmo sabendo e sentindo que a nossa CLSM tinha vindo trazer um colorido especial à nossa vida, fiquei na mesma boquiaberta com esta prova, de tal forma pungente:



E isso levou-me a pensar se eu seria assim tão aborrecida... Tão branca com apontamento cinza...

Mas depois pensei melhor e cheguei à conclusão que não sou aborrecida. Eu sou é clássica!!

Adoro as minhas racionalizações! 


Beijo da Patinha *

quinta-feira, 5 de março de 2015

Declaração de amor

É qualquer coisa.

É qualquer coisa quando, esfaimada, vou para comer o pequeno-almoço que preparaste, como preparas todas as manhãs, e vejo isto:


É qualquer coisa que, no meio da azáfama da manhã, polvilhada pela minha dificuldade em sair da cama e atrasos constantes, te lembres que hoje celebramos 17 anos e 4 meses de namoro (ou 3 anos e 4 meses de casamento).

É qualquer coisa quando abro o guardanapo seguinte e deparo-me com isto:


É qualquer coisa todas as serenatas que me fazes, mesmo não cantando. O que às vezes até agradeço... ;)

É qualquer coisa tomares conta de mim. Fazeres tudo para que nada me falte, seja amor, segurança, um abraço, ou coca-cola zero e vinho branco no frigorífico.

É qualquer coisa aturares todos os meus devaneios, paranoias e manias.

É qualquer coisa seres o meu melhor amigo.

É qualquer coisa fazeres-me rir 10 vezes ao dia.

E, mesmo estando tu terminantemente proibido de ler este meu blog, sei que o vais ler.

E é qualquer coisa estares interessado em fazê-lo.

É qualquer coisa o Pai que és! Vivo feliz por saber que o nosso tesouro mais precioso ganhou o Jackpot no Euromilhões "Pai".

É qualquer coisa viveres em função de nós duas, do nosso bem-estar, da nossa felicidade. Ser esse o teu Norte.

É qualquer coisa amares como nos amas, com toda a profundidade do teu Ser, todos os teus músculos e veias.

Esta declaração de amor não é nada.

Porque tu, meu amor, tu és todas as coisas.

Beijo da tua mulher
A.K.A. Patinha

quarta-feira, 4 de março de 2015

Receita do dia

Bom dia, caras telespetadoras. Hoje trago-vos uma receita muito rápida, prática e deliciosa.  

Apesar do título e do intróito - que deve ser lido à moda da Filipa Vacondeus- este blog nunca será um blog sobre culinária. Quando muito, posso relatar a minha experiência no dia em que fritar um ovo ou semelhante. Isto é, se não pegar fogo à casa entretanto. Por isso, as minhas receitas são outras...



Hoje vou falar de uma coisa maravilhosa que dá pelo nome de bloglovin'.

Para quem é viciada em blogs (assumi-me aqui) é uma ferramenta super útil. É a coisa mais simples do mundo e tão bem pensada que é mais uma daquelas que eu penso "porra, porque é que eu não me lembrei de inventar isto?"

Basicamente, é um site onde se agrupam todos os blogs que gostamos e seguimos. Tudo no mesmo sítio, arrumadinho e organizado (ai, orgasmo neurótico!) e sempre atualizado.

E ainda enviam logo pela manhã um e-mail com todos os updates e sugerem blogs com base nos que seguimos.

A parte melhor, completamente gratuito e sem publicidades. Pelo menos ainda...

Quem é amiguinha, quem é?

Beijo da Patinha *


segunda-feira, 2 de março de 2015

Coisa linda de sua mãe #3


A CLSM está na fase de não querer mudar a falda. Mas aquele cheirinho não estava a deixar ninguém indiferente.

O pai, na sua infinita paciência:

    - Levanta os bracinhos, para um colinho especial!

Ela, com um ar de "já conheço o teu número", cruza os braços, faz bico e diz:

  - Não....

 O pai, entre o desarmado e o orgulhoso:

  - És uma sabida !

E parece que ela gostou da palavra nova, porque passou o resto da manhã a dizer:

  - Bebé fadida! 



E é! ;)

Beijo da Patinha *

domingo, 1 de março de 2015

Ooppsss!

Ontem fomos ao batizado do filho de uns amigos.

E, apesar de ter passado a maior parte do tempo que tinha para me arranjar agarrada ao telefone a tentar renegociar o meu contrato com a MEO (nada feito!), lá me aprontei!

E dei por mim, já na festa, a pensar: sim senhora, banho tomado (cabelo molhado, mas para isso se inventaram os rabos-de-cavalo), vestido que já não usava há algum tempo e não um dos únicos três que sabem o que é sair do meu vestuário, sem vestígios de papa, sopa ou futinha, sapatos com salto de 3 cm - que me mataram - mala a combinar e tudo o mais. Muito bem, hoje não há nada a apontar.

E enquanto me congratulava toda satisfeita, cruzei a perna e vi isto




Nota para o futuro: ter cuidado com os velcros dos sapatos da CLSM.

Beijo da Patinha *